CdT Taioca: Em breve Agricultura Urbana em Santo André!

Como expressar todo meu potencial criativo e transformar realidades por meio da agricultura urbana?

Você já fez parte de um real trabalho de grupo?

A metodologia do Teatro Social cria ambientes capazes de despertar identidades coletivas autênticas

Colhendo e semeando aprendizagem

Após 3 meses de formação e trabalho, turma de Agricultura Urbana multiplica as células em outros locais da cidade!

Participe dos Cursos do Células!

Corpo Poético, Yoga para Lideranças, Dragon Dreaming, Clown e Captação Empoderada de Recursos

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quinta-feira, 13 de março de 2014

Em breve: Agricultura Urbana em Santo André


Que cidade você sonha?

Você já imaginou se o futuro sonhado estivesse tão próximo quanto uma praça e tão simples como o plantio de uma semente?

A Agricultura Urbana é a prática de culturas agrícolas (por exemplo, horticultura, silvicultura) em torno de áreas urbanas. É a produção de alimentos, em terra privada, pública ou residencial - varandas, paredes ou telhados de edifícios públicos, comércios, ruas, praças ou margens de rios. Se trata de uma prática em busca da segurança e autonomia alimentar.

Plantando o próprio alimento, o indivíduo e, mais tarde, a comunidade, desenvolve uma nova relação com a terra, com a água e com a energia. Este tipo de intervenção só pode acontecer mediada por esta visão sistêmica da vida, na qual toda ação é significativa e pode alterar dramaticamente a resiliência do sistema sócio-ambiental, político, econômico e cultural.

O curso visa capacitar agricultores urbanos empoderados para realizarem transformações e co-criação de paisagens humanas saudáveis e inspiradoras. Compreenderá módulos teóricos e práticos sobre o desenvolvimento da jardinagem e paisagismo. Porém apenas técnicas de jardinagem e paisagismo não são suficientes se não levarmos em conta o fator humano, sendo de extrema importância fazer junto, apoderando-se do espaço.

Ser agricultor urbano é ser um multiplicador de potenciais, educador, mobilizador de redes e grupos, facilitador de sonhos e processos, criador, plantador, paisagista, designer de projetos, empreendedor, profissional de desenvolvimento territorial e comunitário.

Assim, o percurso oferecido pelo Células de Transformação, na região da Bacia de Taioca, divisa de Santo André e São Bernardo, visa tornar a nós mesmos pessoas e organizações co-criadoras das cidades do futuro, a partir de um novo paradigma de relação humana e com o ambiente.

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Por meio da formação de 50 multiplicadores de agricultura urbana durante 4 meses, da revitalização de um espaço público e da criação de projetos de agricultura urbana, gerar territórios sustentáveis em meio a cidade, que sejam modelos inspiradores e acessíveis a toda a população.


O percurso vai acontecer no primeiro semestre de 2014. Mais informações e programação pelo site do projeto!

Abaixo alguns tópicos que serão trabalhados:

Teatro Social
Criação de Espaços - Projeção
Pesquisa-ação Participativa
Pedagogia da Autonomia e Desenvolvimento Comunitário
Criação de Sonhos
Princípios básicos da Agricultura Urbana
Permacultura Agrofloresta - Teoria
Agrofloresta - Prática
Educomunicação
Agricultura Natural
Sementes Crioulas e Espécias Perenes - Teoria
Sementes Crioulas e Espécies Perenes - Prática
PROUT - Design de novos futuros, uma proposta econômica-social
Alimentação - Clara Brandão
Criação dos Projetos de Agricultura Urbana
Bioarquitetura e Hortas Verticais - Prática I
Bioarquitetura e Representação Gráfica
Bioarquitetura e Agricultura Urbana - Prática II
Empreendedor Servidor
Bioarquitetura e Agricultura Urbana - Prática III
Cooperativismo e Feira de Trocas
Plano de Negócios
Mutirão de Projetos
Consumo Responsável e Sustentabilidade
Saúde e Ervas Medicinais

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

O que é Teatro Social?


Conheça o Teatro Social, uma das metodologias que inspira o projeto Células de Transformação
O Teatro Social é uma realidade cultural, social e profissional muito ampla, que compreende intervenções que respondem a uma óptica de promoção e de desenvolvimento de comunidade, como apoio a processos de empoderamento individuais e coletivos e como formas de pesquisa expressiva e comunicativa a partir das identidades dos grupos. Fazer Teatro Social e de comunidade significa trabalhar por meio de uma modalidade projetual específica, tendo competências múltiplas tanto de tipo expressivo-artístico, quanto de tipo psico-social e específicos conhecimentos sobre as dinâmicas institucionais e de comunidade.
É uma forma de renovar a ligação entre arte e real, entre comunidade e teatro reabrindo uma pesquisa artística a partir de concretos universos relacionais e expressivos.
No Teatro Social o jogo do teatro é também e sobretudo um jogo do espírito, ou seja uma possibilidade de construir relações de convivência segundo uma ordem de humanidade que transcende do lado puramente individualístico, para recriar o espírito do homem.O Teatro Social é por isso um teatro civil, ou melhor um teatro de valores, mas diferente do teatro político: não têm verdades ideológicas para afirmar, mas verdades das relações humanas para praticar.

O Teatro Social é um lugar privilegiado para promover mudanças nas relações de comunidade: como funcionam as relações na escola? Para qual outra possibilidade de relação podemos ir? Em que maneira  é possível fazer isso? Podemos trabalhar simplesmente com uma turma de alunos, mas tendo a consciência que estamos trabalhando no pequeno, em prol de uma ação grande.
Por meio dessa abordagem de sistema (por exemplo um escola) derivam as características do método de trabalho do Teatro Social, ou seja: as necessidades de:

- Trabalhar em equipe e em parceria (por exemplo com a diretoria da escola, os professores, as instituições públicas socio-educativas, etc.).
-  Integrar competências psico-sociais (por exemplo relativas aos adolescentes) com competências performativas, definidas em relação ao tipo de pessoas com as quais trabalhamos, as suas capacidades expressivas e potencialidades teatrais.
- Estruturar o projeto em fases, cada uma com objetivos específicos, com particular atenção à verificação in itinire e final.



POR QUE SE FAZ TEATRO SOCIAL
A finalidade geral de um projeto de Teatro Social está na experiência relacional e simbólica das pessoas que estão envolvidas nela. Se trata de favorecer processos de transformação e de empoderamento da identidade pessoal e na dimensão da relação com o outro.

Na pluralidade dos signos e de códigos teatrais, redescobrir uma dimensão integrada de corpo, imaginação, emoções e pensamentos. E fazer acontecer isso tanto aos indivíduos, quanto ao coletivo. Construir processos culturais e civis valorizando a dimensão criativa como condição de bem-estar. O trabalho do Teatro Social neste sentido é também uma ação antropológica, ética e política orientada à constituição de comunidades solidárias, capazes de sonhar e criar transformação.

Sobretudo quando se trabalha com grupos e pessoas que vivem uma condição de exclusão social, o trabalho do Teatro Social parte da escuta da necessidade de afirmação de si, da vontade de um reconhecimento social que pode também passar por meio de atos fortes. Se tratará então de encontrar por meio do “como se...” teatral, da criatividade artística, as formas adequadas para que também as experiências de vida negativas de um grupo encontrem uma metáfora simbólica eficaz a exprimir, conter e tornar elas comunicativas e transformativas em respeito à relação de comunidade. Trabalhar com a diversidade (ou, melhor, com a alteridade) e com a multiplicidade, significa também trabalhar com conflitos, mediações, com investimentos de energia muito elevados. Uma condição profissional que demanda grande capacidade de governance (gerência) de si e do trabalho.

TRABALHO EM GRUPO OU TRABALHO EM EQUIPE?


O que é transformação? É muito comum se pensar em transformação do ponto de vista pessoal e territorial. Entretanto, trabalhar na “resolução de questões ambientais e/ou sociais” e “transformar o modo como os indivíduos enxergam o mundo”, não significa necessariamente uma mudança coletiva. Dois mais dois não são quatro. Existe um “meio de campo” entre quem sou e o mundo. Um nós somos. E este nós somos está tão arraigado em nossa forma de ver o mundo e em nosso corpo que muitas vezes não nos damos conta de que ele também é moldável, também é objeto de mudança. Como peixes em um áquario, discutimos o sistema de filtragem, as pedras e as plantas, transformamos as cores de nossas escamas e os nossos hábitos de alimentação, mas ignoramos a água. Daí que muitas vezes nossas organizações e as formas pelas quais nos relacionamos em grupo serem pontos cegos de processos de transformação social.

Este nós somos cria as condições para que um trabalho em equipe e novos paradigmas de relação, baseado na empatia, possam emergir. O Teatro Social é um criador de “nós somos”. E o processo para isto é o de facilitar o nascimento de uma realidade compartilhada e possibilitar cada indivíduo no grupo a ser pessoa e sujeito. Pessoa, da origem “persona”, que significa máscara, carrega um duplo caráter: a máscara, enquanto meio de expressão, também é algo corporal. Estar em uma equipe, na condição de sujeito e não de objeto de outros, passa pelo processo de acessar e expressar a identidade, minha e do outro, por meio do corpo, tornando-as compartilhadas. 

Utilizamos a metodologia de Teatro Social criada por Giulio Vanzan no projeto Células de Transformação. O resultado é que muitos multiplicadores nos falam que perceberam que, ao contrário do que pensavam, nunca haviam passado por uma experiência real de equipe anteriormente. Mas afinal qual a diferença entre trabalho em grupo e trabalho em equipe?

Trabalho em grupo
Em uma linha de montagem, cada pessoa tem sua própria tarefa e isso não afeta diretamente o produto feito por outra pessoa. Cada pessoa tem a tarefa de produzir corretamente a peça que lhe foi dada. O produto do trabalho é a simples soma dos produtos de cada um dos membros do grupo. É feito um trabalho individual no grupo. O grupo, graças ao processo de trabalho, assume a função de uma ferramenta útil para atingir um objetivo ... com este tipo de processo, o grupo não está crescendo como um sujeito coletivo.

Trabalho em equipe
Onde, porém, com o meu trabalho eu posso influenciar o que os outros estão produzindo (idéias, sentimentos, ações, produtos, etc.) os membros do grupo interagem com cada pessoa e tem o poder de influenciar os outros e do grupo. O produto final do grupo não é a simples soma dos produtos individuais ... o grupo torna-se um sujeito coletivo e está construindo um trabalho em grupo. Um processo-chave que indica que você está desenvolvendo um trabalho em equipe é a tomada de decisão coletiva. Quando, na prática, é manifesto e explícito de tomada de decisão e ação surge no poder entre os indivíduos e do grupo.

O Teatro Social cria as condições para que este trabalho em equipe possa surgir. Ir além da simpatia de “nos achamos legais e interessantes e gostamos de trabalhar juntos”, e do nível do dever, “devemos cooperar para salvar o planeta”. O Teatro Social cria experiências de profunda humanidade: Quem eu sou? Quem você é? Quem nós somos juntos? Quem e o que é o mundo? Como é o nosso olhar diante da vida? Por que? Elevar um grupo de pessoas ao patamar de um sujeito coletivo, tornando cada indivíduo “persona” e não “engrenagem”, significa potencializar a capacidade de co-criação e tornar as organizações campos vivos de aprendizagem. Transformar é verbo triplo: Pessoa, Grupo e Território.


COMO SE DESENVOLVE O PERCURSO
Para desenvolver um percurso de teatro social, o primeiro critério para nos orientar diante da complexidade do tema é a essencialidade na dimensão sistêmica do processo, no qual o facilitador vem a assumir diferentes papéis em relação a diferentes sujeitos – a pessoa, o grupo, a comunidade -  e às diferentes fases do processo.

Um papel importante é o do condutor: apesar do processo ser feito pelas pessoas envolvidas, a abordagem que o operador dá, a sua personalidade, etc. fazem muita diferença. É importante por isso que o condutor seja capaz de escutar, entender e inspirar as situações que ele está lidando, promovendo a participação e o entusiasmo dos participantes, sabendo lidar com os conflitos, com as emoções, as ideias e os desejos de transformação das pessoas, tentando leva-las mais para o plano do real, embora sempre ligado à dimensão do sonho e da poesia.

E é nessa poesia transformadora que o facilitador de teatro social tem que focar a própria presença, ajudando as pessoas para abrir os próprios corações e acreditar um no outro, com uma abordagem de cooperação e solidariedade, esperança e fé que um outro futuro é possível. Deve saber ajudar a abrir “novas janelas para o mundo”,  a partir das perguntas chave: “Quem somos? O que queremos fazer da nossa vida e da nossa comunidade?”.

Conduzir é uma palavra que vem do latim, da combinação de Con, que indica duas áreas de atenção: a da relação (entendida como união, participação, ligação, interdependência) e a da intensidade, que caracteriza a ação à qual se acompanha o prefixo.
 Ducere, que se refere ao movimento, ao dinamismo, sem definir, porém a direção.

Um processo de Teatro Social é assim um “Mover Juntos, dentro de uma imprevista encruzilhada de direções”: um processo que dificilmente segue um caminho linear, ou feito de passagens de causas e efeitos. O condutor introduz estímulos que terão êxitos que não podem ser previstos, abrindo assim estradas novas, dando atenção às dinâmicas que se criam.

Não pode fazer sair uma semente do 
terreno,pode só dar calor, umidade e luz,e depois deve crescer”
(Ludwing Wittgeinstein)
Calor, umidade e luz são energias que permitem a transformação e que a sustentam: elas não são a mudança, nem a semente, nem o terreno no qual a semente pode crescer e se desenvolver.
O terreno já está plantado e a semente já está aí.

Mas sem energia, porém, o crescimento não acontece, ou acontece de maneira limitada, limitando as possibilidades, destruindo ou ferindo. Um processo de Teatro Social é feito para intuir essa luz, umidade e calor, quando e como essas energias são necessárias.

Para poder fazer isso é importante combinar, para ter um olhar aberto sobre as pessoas e o mundo, diferentes técnicas:
-       - pedagógicas
-       - poéticas, artísticas e teatrais
-       - sociológicas
-       - psicológicas

Assim a prática do Teatro Social desenvolve enormes potencialidades das pessoas e das comunidades, nas dimensões teatral, social e afetiva. Em todas essas dimensões se desenvolvem outras visões e outros olhares, com muitos dégradés: a dimensão lúdica, a dimensão ritual, a prática comunicativa, a dimensão artística e a relação estética, as referências culturais e arquetípicas as estruturas narrativas, o desenvolvimento dos grupos e das pessoas, a corporeidade, o movimento, a relação, a comunidade, etc.


AS FASES
Um percurso de Teatro Social é um percurso de pesquisa e transformação, das pessoas e das comunidades, por meio de uma ação em grupo. Esse processo se desenvolve em fases organizadas em três pilares teóricos-metodológicos:
- Eu sou (identidade individual)
- Nós somos (identidade de grupo)
- Nós fazemos (ativação do grupo)

DESMECANIZAÇÃO

Esta primeira parte é finalizada a pensar individualmente e em grupo sobre o como estamos presos dentro os nossos esquemas. 
O nosso corpo está “mecanizado” dentro de esquemas de movimento e de ação que são socialmente condicionados. O espaço que nós usamos para os nossos movimentos e a qualidade dos movimentos que fazemos são condicionados por regras não escritas, impostas pela cultura.
Esta incapacidade de ser livres de nos mexer, influencia fortemente a capacidade de pensar livremente: um exemplo desse fenómeno é bem representado pelo filme: “Tempos Modernos” de C. Chaplin.
É necessário então re-descobrir os próprios sentidos, para sentir tudo o que se toca, escutar o que se ouve, dinamizar mais sentidos em conjunto e ver tudo o que se olha.

CONFIANÇA
A segunda parte do programa formativo se concentra sobre a confiança, em si mesmos e nos outros. Aqui se vai trabalhar com jogos-exercícios cooperativos, focalizados também no contato corporal: no grupo deve ter confiança entre os seus membros e a capacidade de se sentir a vontade também no contato respeitoso entre as partes do corpo. A confiança recíproca é o primeiro passo para integrar os membros do grupo e torná-lo forte e unido.

EMPATIA
Entendida como a capacidade do grupo de “mover juntos”; empatia é a capacidade de se relacionar a nível profundo, “de coração”, entre as pessoas. Esta parte, que completa logicamente aquela sobre a confiança, será caracterizada por exercícios que têm a finalidade de redescobrir a si mesmos na relação com os outros.

UMA VISÃO DIFERENTE DAS COISAS
“Existem muitas coisas numa coisa só, se a finalidade é a transformação. Mas nenhuma coisa em todas as coisas, se a finalidade não for essa” (Bertold Brecht)
Durante essa parte o foco será principalmente sobre a capacidade de ver muitas coisas numa coisa só, no dar novos sentidos ao existente, no ver o que aparentemente não se nota. Isso para se conhecer melhor, para conhecer melhor o outro e a realidade em redor de nós.

TEATRO IMAGEM
O teatro imagem é uma técnica que permite teatralizar as várias situações da vida, a partir das próprias imagens corporais, elaboradas intuitivamente a partir de um tema. Essa técnica permite analisar profundamente as dinâmicas individuais e coletivas e racionalizar juntos sobre elas, buscando mudar aquelas que não gostamos.

OS CONFLITOS
A antropóloga belga Pat Patfoort no seu modelo de análise dos conflitos, os define como cada situação na qual“Eu quero – você não quer” e isso se apresenta cada vez  que exista uma relação entre pelo menos duas pessoas. O conflito em si é saudável para a relação, mas, se inserido dentro de um esquema de poder “alto – baixo” (Patfoort) pode se tornar causa de violência e de opressão.
O módulo vai tratar do tema dos conflitos na relação interpessoal e na sociedade, analisando as diferentes situações conflituosas e procurando métodos para a resolução participativa, preferivelmente não violenta.

TEATRO FÓRUM
O fórum consiste no representar uma cena de conflito, na qual se identificam claramente os opressores e os oprimidos. Com a ajuda da condução do coringa, o público é convidado a substituir os personagens oprimidos para buscar resolver, juntos e em maneira participativa, o conflito.
Nessa maneira, além de analisar e denunciar os conflitos, as violências e as opressões, se tenta concretamente resolver essas situações de mal estar e injustiça.

O SONHO E A SUA ESTRATÉGIA
Após de ter passado por um momento de conhecimento e análise da realidade das pessoas, grupos e comunidades, o passo seguinte é de pensar num sonho de realidade possível, um “farol” para indicar a direção da mudança que queremos para as nossas vidas. É importante não se focar nos problemas para serem resolvidos e, pelo contrário, em um sonho a ser imaginado e traduzido em seguida, em uma estratégia de ação, em projetos a serem realizados. Essa perspectiva positiva, esse aprender a sonhar, cria novos espaço de conexão emotiva e de esperança para um futuro a ser realizado, na base da ética, da participação e da confiança nas nossas capacidade de ser e de fazer.
AÇÃO PARA TRANSFORMAR
Para tornar o sonho uma realidade concreta é necessário traduzi-lo numa estratégia concreta. Quais são os eixos que queremos trabalhar?
Educação...Ecologia...Lazer...Trabalho...Família... Na base desses eixos (que ficarão como uma referencia também para futuras iniciativas) iremos pensar e realizar projetos e ações para criar desenvolvimento local em maneira participada e concreta, criando assim “ownership” , um sentimento de pertencimento dos projetos pelas pessoas envolvidas, que serão catalizadores e agentes de processos de transformação!

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

3º Módulo: Caleidoscópio




O terceiro módulo é uma construção dos próprios multiplicadores do Células! São atividades abertas a todos os interessados. 
 
Veja a programação:
 


31/10 - Design Integrado 
quinta das 19h às 22h

07/11
- Etnografia
quinta das 19h às 22h

10/11 - domingo das 10h às 18h
10h às 13h -
Casamento da Danielle do Peri, com grupos de músicas e danças!
13h - Picnic (leve alimentos vegetarianos para compartilhar)
14h às 18h - Dança Corporal, Jogos Circulares e Percussão Corporal
21/11 - Direitos sociais, políticas públicas e a cidade
quinta das 19h às 22h
24/11 - PROUT
domingo das 10h às 17h
com picnic (leve alimentos vegetarianos para compartilhar)
28/11 - Educomunicação
quinta das 19h às 22h
08/12 - domingo das 9h às 18h
9h às 10h30 - Yoga
10h30 às 12h30 - Vida Sustentável (roda de conversa)
12h30 às 14h30 - Receitas Vegetarianas com picnic
14h30 às 18h - Artes Plásticas, Histórias Brincadas e Canto dos Povos

Inscrições: cdt@moverjuntos.org

Local: Será informado na inscrição.
Contribuição voluntária: terá uma caixinha no dia para receber a contribuição espontânea dos participantes, a partir de seu ponto de equilíbrio pessoal.


Saiba mais:

Diálogos Corporais
Livre inspiração nas técnicas de Antiginástica, do Seitai-ho e da Eutonia a proposta do encontro é criar um diálogo interno e externo. Através da percepção e da sensibilização do corpo buscaremos uma conexão mais recíproca com o meio.
Com Jéssica Ferraz.
 

Direitos sociais, políticas públicas e a cidade
O que são Direitos Sociais? O tema será abordado, a partir de uma noção histórico-evolutiva, de como eles foram institucionalizados no Brasil e quais os mecanismos de efetivação e de controle para que todo cidadão tenha seus direitos sociais assegurados. Quais os problemas advindos desde seu surgimento, bem como as dificuldades encontradas para sua materialização?
Abordaremos a importância da participação da sociedade na política e o papel do Estado, através da discussão da realidade brasileira em alguma áreas de políticas públicas implementadas. 
Por fim, procuraremos entender como as políticas públicas interferem na construção da cidade e nas relações cotidianas, garantindo ou não os direitos sociais. Através das políticas e planos que afetam diretamente as comunidades do Peri Alto e do Limão, discutiremos como é possível participar dos processos de planejamento da cidade. 
Com Alice Gonçalves, Giovana Possignolo e Mariane Frade.


Etnografia - Roda de conversa
Com o propósito de aprofundar a prática de desenvolvimento local comunitário do Projeto Células de Transformação, realizaremos um roda de conversas sobre o olhar etnográfico de diversos antropólogos desde Malinowski aos pós-modernos. Será uma leitura criativa, sem pretensão acadêmica, dos conceitos utilizados por estes autores para refletir sobre escrita e olhar, co-criando novas formas de documentação.
Com Aline Mazeto Roldan.



PROUT
PROUT é uma proposta de sistema sócio-econômico que tem como princípio a expressão de potenciais de todos os seres, em uma perspectiva de democracia econômica, resilência ecológica, fortalecimento comunitário e crescimento pessoal. Elaborada no século XX pelo filósofo Indiano Prabhat Rainjan Sarkar, é uma fonte de visão e inspiração para todos aqueles que lutam para criar realidades justas.

Esta oficina será introdutória e terá como objetivo:
- Apresentar os 5 princípios fundamentais de PROUT.
- Conhecer o conceito de Pramá – Equilíbrio Dinâmico.
- Praticar um olhar de transformação a partir da sua própria vida, conectando visão e realidade.
- Entrar em contato com o conceito de liderança e a visão histórica e social de Sarkar, pensando em uma perspectiva do empoderamento pessoal e coletivo.
Com Aline Mazeto Roldan.


Educomunicação
“Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo” (Paulo Freire).
Segundo a Educomunicação (novo campo de inter-relação entre Educação e Comunicação), podemos aprender e compartilhar o conhecimento usando estratégias e produtos da comunicação. Essa visão defende que educar pela comunicação pode ser muito mais atraente e transformador ao dar voz a qualquer cidadão.
Essa aula livre visa contar um pouco mais sobre alguns métodos e conceitos que a Educomunicação defende para a educação pelas mídias. 
Com Daniela Majori e Paula Rothman.